Na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, Dourados, em Mato Grosso do Sul, se tornou palco da 27ª Romaria Diocesana de Nossa Senhora Aparecida, mobilizando dezenas de milhares de fiéis de toda a região sul do estado. O evento, que celebra a padroeira do Brasil, reuniu peregrinos em uma jornada de fé e devoção até o Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida, localizado no distrito de Vila São Pedro. A organização estimou a participação de 50 mil a 60 mil pessoas ao longo do dia, consolidando a romaria como uma das maiores manifestações religiosas do Centro-Oeste e um marco cultural para Mato Grosso do Sul, especialmente após seu recente reconhecimento como Patrimônio Imaterial e Cultural do estado.
A tradicional celebração, que ocorre anualmente no feriado nacional, atraiu devotos de Dourados e municípios vizinhos, que se deslocaram a pé, de carro ou moto. A fé e a devoção foram os pilares do dia, com romeiros buscando agradecer graças alcançadas, cumprir promessas e pedir proteção e bênçãos. A preparação para o evento envolveu não apenas a estrutura física para receber os fiéis, mas também uma mobilização espiritual para oferecer acolhimento e apoio.
Quantos fiéis participaram da Romaria em Dourados?
A expectativa da organização paroquial era de um público expressivo, entre 50 mil e 60 mil fiéis, ao longo de todo o dia de celebrações no Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida. Segundo os organizadores, cerca de 50 mil pessoas teriam participado das atividades religiosas. Este número demonstra a relevância da Romaria Nossa Senhora Aparecida Dourados para a comunidade católica da região.
No entanto, as estimativas sobre o número de peregrinos que realizaram a caminhada variaram. A Motiva Pantanal, concessionária responsável pela BR-163, estimou que 20 mil romeiros caminharam de Dourados até o Santuário Diocesano. Essa diferença entre os números reflete a diversidade de participação, incluindo aqueles que se deslocaram a pé e os que chegaram ao santuário por outros meios de transporte, como caravanas e veículos particulares.
Qual o percurso da Romaria e as medidas de segurança?
Os romeiros enfrentaram diferentes percursos para chegar ao Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida. Muitos partiram do prolongamento da Avenida Marcelino Pires, percorrendo cerca de 12 quilômetros pela rodovia BR-163 até o distrito de Vila São Pedro. Outras fontes mencionam que fiéis enfrentaram chuva durante a caminhada de até 15 quilômetros, entre a Praça Antônio João, no Centro de Dourados, e o santuário. A Motiva Pantanal, por sua vez, estimou que 20 mil caminhantes percorreram um trecho de oito quilômetros da BR-163, entre os KMs 265 e 273.
Para garantir a segurança dos participantes, uma operação especial foi montada na BR-163. A Motiva Pantanal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) coordenaram ações de sinalização, monitoramento e orientação ao tráfego. Contaram com o apoio de diversas instituições:
- Guarda Municipal de Dourados (GMD)
- Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS)
- Polícia Militar Rodoviária (PMR)
- Corpo de Bombeiros (CBMMS)
- Polícia Militar (PMMS)
- Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) de Dourados
Fábio Oliveira, gerente de Operações da Motiva Pantanal, destacou a complexidade da operação:
“A Romaria de Nossa Senhora Aparecida é um momento muito especial para milhares de pessoas e exige uma operação planejada para conciliar a caminhada dos fiéis com a circulação de veículos. Nosso trabalho é oferecer as melhores condições de segurança durante todo o percurso. Por isso, orientamos os motoristas a reduzirem a velocidade, respeitarem a sinalização e seguirem as orientações das equipes. Aos romeiros, pedimos que permaneçam nas áreas delimitadas e evitem travessias pela rodovia.”
A operação incluiu pontos de orientação em rotatórias estratégicas nos KMs 265, 267, 270 e 273 da BR-163/MS. É importante notar que, neste ano, não houve a tradicional peregrinação da imagem de Nossa Senhora Aparecida na rodovia. A imagem da padroeira permaneceu no Santuário, onde foi realizada uma acolhida solene.
Como a Romaria de Dourados se tornou Patrimônio Cultural do MS?
A Romaria Diocesana de Nossa Senhora Aparecida de Dourados alcançou um novo patamar de reconhecimento ao ser oficialmente declarada Patrimônio Imaterial e Cultural de Mato Grosso do Sul. Além disso, o evento foi inserido no Calendário Oficial de Eventos do Estado, reforçando sua importância não apenas religiosa, mas também cultural e turística para a região.
Este reconhecimento é resultado de uma proposta apresentada pelo deputado estadual Zé Teixeira (PL) e sancionada pelo governador Eduardo Riedel (PP). A inclusão da romaria no calendário oficial e seu status de patrimônio cultural sublinham a relevância do evento para a identidade e as tradições do povo sul-mato-grossense, especialmente na região do Centro-Oeste, onde manifestações de fé como esta desempenham um papel central na vida comunitária.
Qual a programação e o tema da Romaria deste ano?
A programação religiosa no Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida teve início nas primeiras horas da manhã, com atividades que se estenderam ao longo de todo o dia. O tema central desta 27ª edição foi “Com Maria, ser comunidades acolhedoras, rumo ao Jubileu dos 70 anos”, em preparação espiritual para as comemorações dos 70 anos da Diocese de Dourados, que serão celebrados em junho de 2027.
A sequência de celebrações incluiu:
- 3h: Abertura dos portões do santuário.
- 5h30: Celebração da primeira Santa Missa.
- 6h30: Recitação do Santo Terço.
- 7h: Acolhida dos romeiros e início do atendimento de confissões, com momentos de louvor e adoração.
- 8h: Terço Meditado.
- 9h: Chegada e acolhida solene da imagem de Nossa Senhora Aparecida.
- 9h30: Consagração.
- 10h: Santa Missa Solene, presidida pelo bispo diocesano Dom Henrique Aparecido de Lima.
- Após a missa solene: Cerimônia de Coroação de Nossa Senhora.
A programação foi cuidadosamente planejada para oferecer aos fiéis um dia intenso de espiritualidade e reflexão, em consonância com o tema que convida à construção de comunidades mais acolhedoras.
O que significa o acolhimento para os romeiros?
O Padre Cristiano Santos, reitor do santuário e um dos organizadores, destacou a importância do acolhimento na Romaria deste ano. Ele afirmou que a preparação envolveu não apenas a estrutura para receber os romeiros, mas também a mobilização de movimentos católicos para oferecer atenção e apoio espiritual. A intenção, segundo o Padre Cristiano, é que os participantes se sintam bem-vindos, independentemente de sua trajetória de vida.
O acolhimento oferecido incluiu escuta e orientação para aqueles que enfrentam dificuldades diversas, como conflitos familiares, separações, doenças e dependência. Para isso, sacerdotes, diáconos, religiosos e integrantes de movimentos da Igreja estiveram presentes, oferecendo suporte espiritual e, quando necessário, psicológico. Essa abordagem reflete o tema da romaria, que enfatiza a construção de “comunidades acolhedoras”, um pilar fundamental da fé e da prática cristã, especialmente em um evento de tamanha magnitude que atrai pessoas com as mais variadas necessidades e histórias.
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