A Câmara Municipal de Goiânia aprovou, em primeira votação, o Projeto de Lei nº 477/2026, que redefine o salário educação Goiânia para trabalhadores administrativos da área. A votação ocorreu nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026. A proposta, de autoria do prefeito Sandro Mabel (União Brasil), busca alterar a Lei Municipal nº 9.128/2011, com o objetivo de promover um aumento salarial progressivo e estabelecer um novo salário-base inicial para a categoria.
O projeto visa a recomposição gradual das diferenças salariais entre níveis e referências da carreira, com implementação escalonada até 2030. Para os servidores com jornada de 30 horas semanais, o vencimento básico inicial será fixado em R$ 1.640.
Impacto nos vencimentos e cronograma
A nova tabela de vencimentos prevê que, em 2026, o salário inicial no nível I, referência A, será de R$ 1.640. Conforme o enquadramento funcional, esse valor poderá alcançar R$ 2.263,21 no nível IV, referência J. A reestruturação busca corrigir distorções na remuneração e manter a hierarquia das atribuições dos cargos de apoio, assistenciais e operacionais da Rede Municipal de Educação.
O cronograma estabelece a aplicação progressiva dos percentuais de diferença salarial entre níveis e referências a partir de 1º de maio de cada ano. Em 2026, os índices serão de 7,42% entre níveis e 1,2% entre referências. Para os anos seguintes, os percentuais aumentarão.
Cronograma de Reajuste Percentual para Trabalhadores da Educação
| Ano | Entre Níveis (%) | Entre Referências (%) |
|---|---|---|
| 2026 | 7,42 | 1,2 |
| 2027 | 8,57 | 1,4 |
| 2028 | 9,71 | 1,6 |
| 2029 | 10,86 | 1,8 |
| 2030 | 12,00 | 2,0 |
O prefeito Sandro Mabel destacou a importância da medida. "Estamos avançando cada vez mais na organização da carreira dos trabalhadores administrativos da Educação, que têm um papel importante no funcionamento das nossas escolas", disse Mabel, ao portal Diário de Goiás. Ele acrescentou que o passo é para valorizar esses profissionais, "respeitando o planejamento financeiro do município e dando mais clareza à evolução da carreira".
Debate na Câmara e próximos passos
A votação em primeira etapa contou com o apoio de diversas bancadas, embora com ressalvas. O vereador Sargento Novandir (MDB), presidente da Comissão do Trabalho e Servidores Públicos, afirmou que é "um projeto importante de reajuste de salário e valorização do servidor". Ele reconheceu, contudo, que "a porcentagem é uma porcentagem baixa, mas nós temos que lutar e subir uma escada de degrau em degrau".
A vereadora Kátia Maria (PT) informou que a bancada petista apoiou a matéria, mesmo considerando a proposta insuficiente para as reivindicações da categoria. Ela deve apresentar uma emenda para que os efeitos financeiros do reajuste sejam retroativos a agosto. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) também articula essa emenda.
Após a primeira votação, o Projeto de Lei nº 477/2026 segue para análise na Comissão do Trabalho e Servidores Públicos antes de retornar ao Plenário para a segunda votação. A efetivação das mudanças depende da conclusão da tramitação legislativa e da sanção do prefeito. A Prefeitura estima que o reajuste possa ser pago já no salário de novembro, caso o processo seja rápido.
Contexto regional da valorização da Educação
A valorização dos profissionais da educação é um tema constante no Centro-Oeste. Em Goiânia, por exemplo, os professores da rede municipal de ensino receberam o piso salarial profissional nacional do magistério em maio de 2026. O reajuste de 5,4% elevou o vencimento inicial para R$ 5.130,63 para uma jornada de 40 horas semanais, sancionado pelo prefeito Sandro Mabel.
Em âmbito estadual, a Lei nº 22.693/2024, sancionada em maio de 2024, reajustou em 4,62% os vencimentos dos professores do Quadro Permanente e Transitório do Magistério da Secretaria de Estado da Educação de Goiás. A lei também estabeleceu o vencimento de R$ 4.624,78 para professores contratados por tempo determinado de Nível Superior com 40 horas semanais. O estado de Goiás tem se destacado em eventos esportivos na capital e em seu desenvolvimento.
O piso salarial nacional para professores teve reajustes significativos nos últimos anos, alcançando R$ 5.130,63 em 2026. Um levantamento de março de 2026, do Movimento Profissão Docente, indicou que Goiás possui o 6º maior salário inicial para professores da rede pública no Brasil, com R$ 5.160,49. Na remuneração final, o estado ocupa a 11ª colocação nacional. A atenção à educação se estende a cidades vizinhas como Aparecida de Goiânia, que também buscam desenvolvimento e melhorias para seus habitantes.