A disputa pelo Governo do Distrito Federal no segundo turno das Eleições 2026 mostra a atual governadora, Celina Leão (PP), à frente nas intenções de voto. Duas pesquisas recentes, do Datafolha e do Instituto Gazeta, divulgadas entre 8 e 9 de outubro de 2026, apontam a candidata com uma vantagem considerável sobre Leandro Grass (PT) para o segundo turno no DF. O cenário eleitoral na capital federal, que se destaca no Centro-Oeste por ser a única unidade da federação da região a ter segundo turno, reflete uma polarização que mobiliza eleitores e partidos.
Quais os números das pesquisas para o segundo turno no DF?
O primeiro levantamento do Datafolha após o primeiro turno, divulgado na quinta-feira, 8 de outubro, indica que Celina Leão possui 55% das intenções de voto totais, contra 37% de Leandro Grass. Ao considerar apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, Celina alcança 60% e Grass, 40% neste segundo turno no DF. A pesquisa ouviu 910 eleitores de todas as regiões do Distrito Federal entre 6 e 7 de outubro de 2026, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. O estudo foi contratado pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo e registrado na Justiça Eleitoral sob os códigos DF-03365/2026 e BR-09856/2026.
Paralelamente, a pesquisa do Instituto Gazeta, realizada entre 5 e 7 de outubro de 2026 com 1.200 pessoas, também mostra Celina Leão na liderança para o segundo turno do DF. Em votos estimulados totais, a candidata do PP aparece com 55,8% das intenções, enquanto Leandro Grass tem 36,2%. Nos votos válidos, Celina atinge 60,7% e Grass, 39,3%. A margem de erro é de ±2,8 pontos percentuais, e o levantamento está registrado sob o número DF 00054/2026 no TSE. Segundo o analista político Porfirio, a pesquisa reflete a hegemonia conservadora em Brasília observada no primeiro turno, e Celina Leão tem vantagem com novos apoios para o segundo turno.
Ambos os levantamentos mostram uma tendência de Celina Leão consolidar sua posição, embora com pequenas variações nos percentuais. A estabilidade nos resultados, mesmo com metodologias e amostragens distintas, reforça a percepção de uma vantagem da atual governadora.
Como Celina Leão e Leandro Grass chegam ao segundo turno?
A disputa pelo comando do Distrito Federal foi para o segundo turno após uma margem apertada de votos no primeiro turno, em 4 de outubro de 2026. Celina Leão obteve 49,93% dos votos válidos (825.530 votos), ficando a poucos décimos de percentual de vencer já na primeira etapa. Leandro Grass, por sua vez, alcançou 34,47% dos votos válidos (569.930 votos), com uma diferença de 255.600 votos entre os dois candidatos.
Celina Leão assumiu o governo do Distrito Federal em 30 de março de 2026, após o então governador Ibaneis Rocha (MDB) deixar o cargo para disputar uma vaga ao Senado. Ele, no entanto, desistiu da candidatura em julho, em meio a controvérsias. Antes de se tornar governadora, Celina foi vice-governadora, deputada distrital e federal, acumulando experiência política na capital federal.
A campanha de Leandro Grass, por outro lado, ganhou um novo fôlego com a saída de José Roberto Arruda (PSD) da disputa. O ex-governador, que chegou a aparecer tecnicamente empatado com Celina em pesquisas anteriores, teve seu registro de candidatura rejeitado pelo TSE no fim de setembro devido a condenações por improbidade administrativa.
Quais apoios influenciam a disputa de Celina Leão no 2º turno do DF?
A consolidação da vantagem de Celina Leão nas pesquisas para o segundo turno no DF é impulsionada por apoios estratégicos. A pesquisa Datafolha detalha que, entre os eleitores de Paula Belmonte (PSDB), terceira colocada no primeiro turno com 8,51% dos votos, a maioria (60%) pretende votar em Celina, enquanto 29% optam por Grass. Paula Belmonte, contudo, anunciou neutralidade no segundo turno.
A governadora também capitaliza o apoio de figuras proeminentes da direita. O Datafolha indica que 87% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência, declaram voto em Celina, enquanto apenas 8% votam em Grass. Esse alinhamento é reforçado pelo apoio de Michelle Bolsonaro (PL), Bia Kicis (PL) e Damares Alves (Republicanos), eleitas ou já ocupantes de vagas no Senado, o que fortalece a narrativa de uma disputa entre direita e esquerda, como declarado por Celina Leão após o primeiro turno.
Para o Centro-Oeste, onde a maioria dos governadores foi definida no primeiro turno, a polarização no DF é um reflexo da disputa nacional. O apoio de figuras como Flávio Bolsonaro, que teve forte votação na região, é crucial para a candidata do PP. Para mais detalhes sobre o cenário regional, veja a notícia sobre Eleições 2026 Centro-Oeste: Três governadores definidos, DF terá 2º turno.
Já Leandro Grass concentra o apoio dos eleitores de esquerda. Entre os eleitores de Lula (PT), 73% pretendem votar em Grass, contra 21% que optam por Celina. A preferência dos eleitores de figuras nacionais como Flávio Bolsonaro e Lula pode influenciar as escolhas dos eleitores do DF. Para entender a dinâmica presidencial no DF, confira o artigo Datafolha DF: Flávio Bolsonaro lidera com 49% contra 43% de Lula no 2º turno.
Qual o cenário de rejeição e aprovação dos candidatos?
A pesquisa Datafolha também avaliou a rejeição dos candidatos. Metade dos eleitores declara que não votaria de jeito nenhum em Leandro Grass, enquanto 35% votariam com certeza. Para Celina Leão, 40% a rejeitam, enquanto 48% dizem que votariam com certeza. Esses números indicam uma alta polarização e um eleitorado com opiniões firmes.
A aprovação da gestão de Celina Leão como governadora, após seis meses no cargo, também foi medida. O trabalho dela é aprovado por 55% dos eleitores, um leve aumento em relação aos 53% do levantamento anterior, e desaprovado por 39%. A avaliação do governo como ótimo ou bom se mantém em 32%, enquanto 34% o consideram regular e 29% ruim ou péssimo. A estabilidade nesses índices pode ser um fator positivo para a campanha de reeleição da governadora.
Com a votação do segundo turno no DF marcada para 25 de outubro, as campanhas intensificam suas estratégias. Celina Leão, em reunião com aliados e presidentes de partidos da coligação em 5 de outubro, afirmou que trabalhará para reduzir a abstenção e consolidar o voto da direita. A pesquisa Datafolha aponta que 90% dos entrevistados já têm sua escolha definitiva, mas 9% ainda admitem mudar o voto, o que mantém a disputa aberta para os próximos dias. A busca por apoios e a mobilização do eleitorado serão cruciais.