A maior retrospectiva do artista plástico Vik Muniz chegou ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Brasília. A exposição, 'Vik Muniz, A Olho Nu', reúne 188 obras, entre fotografias, esculturas e objetos. A mostra cobre quase quatro décadas da trajetória do artista. Abriu em 27 de outubro de 2026 e segue até 31 de janeiro de 2027.
A chegada da exposição à capital federal é um evento cultural para o Centro-Oeste. O CCBB Brasília recebe a mostra de Vik Muniz. O público local e regional terá contato com a obra de um dos artistas brasileiros de maior projeção internacional.
Como visitar a exposição Vik Muniz em Brasília
A entrada para 'Vik Muniz, A Olho Nu' é gratuita. Ingressos são retirados no site do CCBB Brasília ou na bilheteria. A exposição ocupa as galerias I e II do CCBB Brasília, no SCES Trecho 2 Lote 22, Edifício Presidente Tancredo Neves. Visitação: terça a domingo, das 9h às 21h. Classificação é livre.
A Obra de Vik Muniz
Daniel Rangel é o curador da exposição 'A Olho Nu'. A mostra percorre quase quatro décadas da produção de Vik Muniz. O artista nasceu em São Paulo, em 1961. Ele cria imagens com materiais inusitados: açúcar, chocolate, brinquedos, recortes de revistas e resíduos. Antes de Brasília, a mostra passou por Recife (Instituto Ricardo Brennand), Salvador (Museu de Arte Contemporânea da Bahia) e Rio de Janeiro (CCBB Rio de Janeiro). Nessas cidades, recebeu mais de 600 mil visitantes.
A mostra destaca as séries 'Verso' e 'Medusa Marinara'. 'Verso' reproduz o verso de obras célebres como 'Abaporu' e 'Gioconda'. 'Medusa Marinara' é uma releitura da figura mitológica feita com alimentos e molho de tomate. Outros trabalhos incluem 'Principia', 'Colônias' (desenvolvida em colaboração com o biólogo Tal Danino) e 'Relicário'. As obras dialogam com fotografia, escultura, memória, ciência e cultura.
“As obras se relacionam por similaridades poéticas, visuais, formais ou contextuais”, disse Daniel Rangel, o curador da exposição, ao blog Glau na Capital.
A exposição combina aproximações cronológicas e associações poéticas, visuais e contextuais. Assim, o público observa continuidades e transformações na produção de Muniz. O artista tem ateliês no Rio de Janeiro, Nova York e Salvador. Suas obras estão em coleções internacionais importantes, como as do Centre Pompidou (Paris) e do Guggenheim Museum (Nova York). A trajetória de Muniz inclui projetos de impacto social, como o documentário 'Lixo Extraordinário', indicado ao Oscar, que retratou seu trabalho com catadores do aterro de Jardim Gramacho.