O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), anunciou a retomada das obras da Estação Onoyama em Taguatinga. O edital de licitação para a conclusão da estação foi publicado nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026. Isso marca o fim de uma paralisação que se estendeu por 19 anos. A iniciativa visa destravar um projeto com primeiras estruturas implantadas em 1998. Desde 2007, trens cruzam seu interior sem realizar embarques ou desembarques de passageiros.

A decisão do GDF foi anunciada a poucos dias do segundo turno das eleições no Distrito Federal. Mobilidade urbana e transporte público se tornaram temas centrais da campanha. Esta medida segue outras intervenções no setor. Um dia antes, a Ponte JK e a Avenida JK tiveram suas pistas revertidas. O objetivo foi aliviar o trânsito na região Leste. Isso demonstra um foco recente do governo na infraestrutura de transporte.

Para os moradores de Taguatinga e do Setor D Sul, a conclusão da Estação Onoyama representa uma mudança significativa na rotina. A expectativa é que a estação comece a operar em aproximadamente três anos e meio a três anos e nove meses após a emissão da ordem de serviço. Esta emissão ocorrerá após a licitação. A nova parada facilitará o acesso direto à rede metroviária. Isso reduzirá o tempo de deslocamento. Também integrará a região com importantes centros de ensino, áreas residenciais e estabelecimentos comerciais próximos ao Parque Onoyama. O orçamento estimado para a obra permanecerá sob sigilo até a fase de julgamento das propostas, conforme previsto pela Lei das Estatais. Não há valores diretos para participação dos moradores na execução da obra.

Detalhes da licitação e o futuro da Estação Onoyama em Taguatinga

O edital lançado pelo Metrô-DF adota o modelo de contratação integrada. Isso significa que a empresa ou consórcio vencedor será responsável pelos projetos básico e executivo. Também executará todas as obras civis, arquitetura, urbanização, instalações e sistemas operacionais necessários para o funcionamento da estação. A abertura das propostas está agendada para 30 de dezembro de 2026. O critério de escolha será o menor preço global.

A história da Estação Onoyama é marcada por longos períodos de inatividade. Em 1998, as primeiras estruturas de contenção foram implantadas. Parte das obras, como salas técnicas e subestações, avançou nos anos seguintes. Hoje, elas são parte integrante do sistema metroviário. Contudo, a estação nunca foi aberta ao público. As intervenções foram interrompidas em 2008. Desde abril de 2007, os trens da Linha 1 do Metrô-DF cruzam diariamente a estrutura sem parar para passageiros.

A futura estação terá aproximadamente 2.300 metros quadrados de área construída. Essa área será distribuída entre térreo, mezanino, plataforma e porão de cabos, em um terreno de quase 16 mil metros quadrados. O projeto prevê uma infraestrutura completa. Inclui bicicletário, estacionamento para veículos particulares e baias exclusivas para ônibus. Haverá também áreas de embarque e desembarque rápido de passageiros, jardins, passarela e uma passagem subterrânea sob o sistema viário. O objetivo é integrar diferentes modais de transporte.

A administração do Metrô-DF destacou que "a conclusão de estruturas remanescentes é prioridade. Isso otimiza os recursos já investidos e garante mais eficiência e conforto aos usuários do transporte público".

Impacto na mobilidade de Taguatinga e integração regional

A localização da Estação Onoyama é estratégica. Ela está situada na Avenida Elmo Serejo, entre as estações Centro Metropolitano e Praça do Relógio. A área é caracterizada por uma forte concentração de equipamentos públicos e de serviços. A curta distância da estação, encontra-se o Centrad, o novo Centro Administrativo do GDF. Ele abriga grande parte da estrutura burocrática do Executivo local. A abertura de Onoyama criará um ponto de apoio para o deslocamento de servidores e cidadãos que utilizam o complexo administrativo.

Além disso, a estação ficará ao lado do Estádio Elmo Serejo Farias, o Serejão. Este é um equipamento esportivo que aguarda intervenções estruturais. A estação também estará próxima à rodoviária provisória de Taguatinga. A entrada em operação da estação pode fortalecer a integração dos diferentes modais de transporte concentrados naquela região. Isso está previsto nos principais instrumentos de planejamento da mobilidade do Distrito Federal.

Tanto o Plano de Desenvolvimento do Transporte Público sobre Trilhos do Distrito Federal (PDTT) quanto o Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade (PDTU) incorporaram a Estação Onoyama. Ela é vista como um elemento importante para fortalecer a rede de transporte de alta capacidade. Nesses documentos, a estação é articuladora de fluxos urbanos. Não é apenas uma parada intermediária da Linha 1 do metrô.

A acessibilidade é outro ponto crucial do projeto. Ele contempla a construção de uma passagem subterrânea e de uma passarela para pedestres. Essas estruturas facilitarão o acesso de moradores e usuários de áreas próximas. Especialmente das regiões da QNL e da QSE. Isso reduzirá barreiras físicas e aproximará bairros densamente povoados da rede metroviária. A expectativa oficial é que a abertura da estação acrescente cerca de 11 mil passageiros por dia ao sistema. Isso consolidará a Linha 1 como eixo central da mobilidade na região mais populosa do Distrito Federal.

Histórico de obras paralisadas no Distrito Federal

A história da Estação Onoyama se insere em um contexto mais amplo de desafios. Ela faz parte das retomadas de projetos de infraestrutura de transporte no Distrito Federal.

Atualmente, o Metrô-DF conta com 2 linhas em operação e 27 estações ativas. Possui uma extensão de 39,1 km. Transporta cerca de 117,5 mil passageiros por dia (42,88 milhões de passageiros por ano). No entanto, a Estação Onoyama não é um caso isolado de obras que enfrentaram longos períodos de paralisação.

Esses casos demonstram um padrão de projetos de infraestrutura de metrô no Distrito Federal. Eles enfrentam longos períodos de paralisação. Posteriormente, são retomados pelo GDF, buscando atender a demandas antigas da população. Segundo o Balanço do Setor Metroferroviário de Passageiros 2023 da ANPTrilhos, a região Centro-Oeste, em 2023, contava com 39,1 km de malha metroferroviária. Tinha 2 linhas e 27 estações. Transportava 42,88 milhões de passageiros por ano. Isso evidencia a importância de cada nova estação para a rede regional.

Próximos passos para a conclusão da estação

Com a publicação do edital de licitação, o próximo passo concreto é a abertura das propostas. Ela está marcada para 30 de dezembro de 2026. Após a escolha da empresa ou consórcio vencedor e a assinatura do contrato, será emitida a ordem de serviço. Isso dará início à contagem do prazo de 42 meses para a execução das obras. A vigência contratual total será de 45 meses. Neste período, a Estação Onoyama deve ser entregue pronta para finalmente receber passageiros.