A inflação em Goiânia outubro 2026 registrou alta de 0,44% segundo o IPCA-15, índice prévio divulgado pelo IBGE. O número supera a média nacional de 0,32% e coloca a capital goiana como a terceira maior alta mensal do país, atrás apenas de Belém (0,76%) e Belo Horizonte (0,59%).

Acumulado no ano e nos últimos 12 meses

De janeiro a outubro, o índice acumulado em Goiânia foi de 4,76%, 0,61 ponto percentual acima da média nacional (4,15%). No horizonte de 12 meses, a capital chegou a 5,38%, também a maior taxa entre as 11 regiões pesquisadas.

Fonte: IBGE, IPCA-15 outubro 2026
LocalidadeAcumulado Jan‑Out 2026 (%)
Goiânia4,76
Fortaleza4,66
Rio de Janeiro4,57
Média nacional4,15

O resultado supera o melhor desempenho dos últimos quatro anos: 2025 (3,86%), 2024 (3,66%), 2023 (3,07%) e 2022 (3,42%). O último patamar superior foi registrado em 2021, quando o IPCA‑15 de Goiânia chegou a 8,06%.

Alimentos pressionam a cesta básica

O grupo Alimentação no domicílio foi o principal motor da alta, subindo 1,81% em Goiânia, contra 1,01% na média nacional. Dentro do subgrupo Tubérculos, raízes e legumes, o tomate registrou alta de 32,59% no mês, bem acima dos 24,54% observados em todo o país. A cebola avançou 16,45% (13,63% nacional) e o conjunto de tubérculos acumulou alta de 18,72% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No acumulado de 2026, o preço do tomate na capital subiu 93,61% e o da cebola 90,80%. As carnes também contribuíram, com alta de 0,73% no mês e 9,27% no ano.

Itens que aliviaram a inflação em Goiânia

O grupo Saúde e cuidados pessoais registrou queda de 0,87% em outubro, ao passo que a média nacional teve alta de 0,15%. Os produtos farmacêuticos recuaram 1,38% na capital, enquanto no país subiram 0,08%.

Na conta de energia elétrica residencial, a tarifa diminuiu 1,63% em Goiânia, superior à queda nacional de 0,89%. No acumulado do ano, a energia residencial recuou 4,43% na capital, enquanto o índice nacional registrou alta de 3,66%.

Transporte e outros custos

O subgrupo Veículo próprio subiu 0,84% em outubro e o preço de conserto de automóvel avançou 3,02%, acumulando alta de 11,78% no ano. O aumento de 7,36% nas tarifas residenciais da Equatorial Goiás, em vigor a partir de 22 de outubro, pode reverter o alívio observado na conta de luz nos próximos índices.

O que dizem os especialistas

“A desaceleração mensal é bem‑vinda, mas ainda não demonstra uma trajetória consistente de queda da inflação”, afirmou o economista Roberto Luis Troster, da Fipe, à Agência Brasil.

O IBGE indica que a inflação medida pelo IPCA‑15 ainda está acima da meta de 4,5% ao ano estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, com o acumulado nacional de 12 meses em 4,62%.

Impacto para os goianos

O aumento nos alimentos eleva o custo da cesta básica, reduzindo o poder de compra das famílias. O recuo temporário na energia elétrica traz alívio imediato, mas o reajuste tarifário pode gerar nova pressão nos próximos meses. O aumento nos preços de combustíveis e conserto de veículos eleva os custos de deslocamento, afetando especialmente quem depende de transporte próprio.

Para quem planeja o orçamento familiar, a recomendação é priorizar a compra de alimentos que apresentaram menor variação, como arroz e feijão, e acompanhar a evolução das tarifas de energia nas próximas publicações do IBGE.

Próximos passos

O próximo levantamento do IPCA‑15 será divulgado entre 15 e 30 de novembro de 2026, abrangendo o período de 16 a 31 de outubro. Enquanto isso, o Boletim Focus do Banco Central, publicado em 19 de outubro, mantém a projeção de inflação para 2026 em 5,22%.

Para acompanhar a evolução dos preços, os consumidores podem acessar o portal do IBGE ou o site do Diário de Goiás e conferir análises detalhadas.