O Goiás Esporte Clube recebe o Náutico nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, às 19h30 (horário de Brasília), no Estádio Hailé Pinheiro, a Serrinha, em Goiânia. O confronto, válido pela 34ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, promete ser um desafio para o time pernambucano, que chega à capital goiana com uma série de problemas. Além de desfalques importantes, o Náutico enfrenta uma grave crise financeira e vem de resultados negativos, o que pode influenciar diretamente o desempenho em campo e as aspirações do Esmeraldino na competição.
A partida é crucial para o Verdão, que busca se aproximar do G6 e manter vivo o sonho do acesso à Série A, contando com o apoio de sua torcida em casa. Para o Náutico, o objetivo é se afastar da zona de rebaixamento, da qual está a apenas seis pontos de distância.
Quais são os principais desfalques do Náutico para o jogo contra o Goiás?
O técnico Bruno Pivetti terá que montar um time remendado para o duelo contra o Goiás. O principal problema é a ausência do goleiro Muriel, titular absoluto da meta alvirrubra. Muriel não treinou durante a semana devido a um problema muscular e, por isso, não viajou com a delegação para Goiânia. Ele soma 42 jogos pelo Timbu na temporada, sendo 33 pela Série B.
Em seu lugar, entrará o uruguaio Gastón Guruceaga. A situação de Guruceaga gera preocupação, pois o goleiro tem pouca rodagem na temporada, com apenas três jogos disputados, todos pelo Campeonato Pernambucano, e sua última atuação foi em fevereiro, na semifinal do Estadual contra o Santa Cruz. Essa falta de ritmo pode ser um fator decisivo em um confronto tão importante na casa do adversário.
Outro desfalque de peso é o meia Jean Carlos, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Jean Carlos vinha de uma sequência de 16 partidas consecutivas como titular e é uma peça fundamental na criação de jogadas do Náutico. Sua ausência força o técnico a buscar alternativas táticas para suprir a lacuna no meio-campo, que pode impactar a capacidade ofensiva do time.
Por outro lado, o Náutico terá o retorno de dois jogadores importantes. O zagueiro Betão está novamente à disposição após cumprir suspensão, e o atacante Borasi, recuperado de lesão, deve voltar ao time na vaga que foi de Paulo Sérgio no último jogo. Essas voltas trazem um certo alívio, mas não compensam totalmente as perdas.
Como a crise financeira afeta o desempenho do time pernambuanos?
Além dos problemas em campo, o Náutico atravessa uma delicada situação financeira, que pode influenciar o ambiente e o desempenho dos jogadores. O clube acumula duas folhas salariais de direitos de imagem em aberto e uma folha da CLT, com a próxima folha da CLT vencendo no dia 20 de outubro. Para completar, o auxílio-moradia dos atletas também permanece pendente.
Em entrevista ao ge nesta semana, o presidente do Náutico, Bruno Becker, afirmou estar em busca de soluções para enfrentar a crise. Ele esteve em São Paulo para participar de reuniões, mas, até o momento, o clube não divulgou medidas concretas para resolver as pendências. A falta de pagamentos pode gerar um clima de instabilidade e desmotivação, fatores que podem ser cruciais na reta final da Série B, onde cada ponto é vital para a permanência na divisão.
Quais as opções táticas do técnico Bruno Pivetti para superar as ausências?
Diante dos desfalques, Bruno Pivetti estuda diferentes alternativas táticas para o Náutico. Para a vaga de Jean Carlos, o treinador indicou que pode recorrer à improvisação de um jogador na função de criação, já que não dispõe de outra peça com as mesmas características no elenco. Outras opções incluem a utilização de dois centroavantes ou uma formação com três volantes.
Caso opte por uma formação mais cautelosa, com três volantes, Luiz Felipe e Pato Núñez disputam espaço para completar o setor ao lado de Samuel e Wenderson. Se a escolha for por uma equipe mais ofensiva, Derek, Victor Andrade e Júnior Todinho aparecem como alternativas para integrar o ataque. O técnico também considera recuar um jogador ofensivo, como Derek ou Júnior Todinho, mantendo o trio de ataque com Borasi, Kauan Maranhão e Vinícius. Nesse cenário, Paulo Sérgio seria opção no banco.
O provável Náutico para enfrentar o Goiás na Serrinha seria: Guruceaga; Arnaldo, Léo Índio, Betão e Igor Fernandes; Samuel, Wenderson e Luiz Felipe (Júnior Todinho); Borasi, Kauã Maranhão (Derek) e Vinícius.
O que o Goiás busca neste confronto da Série B?
Enquanto o Náutico lida com seus problemas, o Goiás Esporte Clube entra em campo com objetivos claros. O Esmeraldino ocupa a 9ª posição na tabela da Série B, com 48 pontos, e ainda sonha com uma vaga no G6, que garante o acesso à Série A. Uma vitória em casa contra um adversário fragilizado é fundamental para manter essa aspiração viva e diminuir a distância para os primeiros colocados.
O técnico Mozart terá a missão de explorar as fragilidades do Náutico, especialmente a inexperiência do goleiro reserva e a falta de um articulador no meio-campo. A torcida goiana espera um time agressivo e focado em conquistar os três pontos, aproveitando o fator casa para somar na tabela. A partida é vista como uma excelente oportunidade para o Goiás consolidar sua posição e brigar por um lugar no G6.
O Náutico vem de duas derrotas consecutivas dentro dos Aflitos, diante de Novorizontino e Vila Nova, o que fez sua vantagem para a zona de rebaixamento cair para apenas seis pontos. Com 42 pontos, o Timbu é o 14º colocado e precisa de uma reação para não se complicar na reta final do campeonato. O técnico Bruno Pivetti prega cautela, afirmando que o time não pode se desesperar com as derrotas recentes. “Quem quer ter força no futebol só tem um caminho: ganhar jogo”, disse Pivetti, ao ge, ressaltando que “A imagem final é a que fica, a que o mercado avalia”. Ele enfatizou que o grupo encara os cinco jogos finais como decisões, “mas sem ligar a chave do desespero”.
Para o Goiás, este jogo é mais um passo em sua jornada pelo acesso. O clube tem demonstrado resiliência na temporada e busca capitalizar sobre as dificuldades do adversário para somar pontos preciosos. A meta é clara: o Goiás busca o acesso à Série A, e cada confronto em casa é uma oportunidade de ouro.